Dia Mundial da pneumonia

O Dia Mundial da Pneumonia assinala-se a 12 de novembro.

Este dia celebra-se desde 2009, com o objetivo de consciencializar o mundo sobre a principal causa de morte nas crianças com menos de 5 anos e de gerar ações que combatam este mal. A pneumonia causa mais mortes do que a malária, HIV, zika, tuberculose e ébola em conjunto.

As iniciativas deste dia consistem em exposições, encontros, colóquios, entre outros.

O que fazer no Dia Mundial da Pneumonia?

  • Divulgar o Dia Mundial da Pneumonia
  • Difundir os perigos da pneumonia e as vantagens da vacinação contra a doença
  • Fazer uma doação para instituições de luta contra a pneumonia

Dados sobre a Pneumonia

Apesar de ser um dos males mais facilmente prevenidos na saúde mundial (através da vacinação), de 20 em 20 segundos morre uma criança vítima de pneumonia. Cerca de 99% dos óbitos derivados da pneumonia registam-se em países em desenvolvimento.

Um simples tratamento com antibióticos, que custa menos de 1 euro, é capaz de curar a pneumonia se for iniciado suficientemente cedo.

A doença mata três milhões de pessoas por ano, contando cerca de 476 mil mortes infantis, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Desde 2000 que o número anual de morte de crianças com esta doença comum diminui para metade, existindo um plano para ainda o diminuir mais.

Sintomas de Pneumonia

  • dores no tórax
  • expectoração com secreção amarela (por vezes com sangue);
  • falta de ar
  • febre
  • tosse forte

Dia Mundial da Pneumonia

De acordo com os dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratória (2017)/Fundação Portuguesa do Pulmão, os 43.199 episódios de internamento verificados, são a principal causa de internamento hospitalar em Portugal e apresentam uma tendência crescente nos últimos 10 anos - aumento de 171%.

Os 8695 óbitos verificados, correspondendo a uma taxa de mortalidade de 20%, dizem-nos que esta é uma das doenças mais mortíferas para os portugueses. Sendo essa taxa muito superior à média europeia (13%) tal revela que temos um problema de saúde pública muito importante.

Relativamente às pneumonias verificam-se dois dados epidemiológicos relevantes:

·  O microrganismo mais vezes implicado continua a ser o pneumococo, para o qual existe uma vacina ? vacina antipneumocócica;

·  Existe uma relação direta entre a gravidade/mortalidade da doença e o início tardio do tratamento

Estas realidades levam, neste dia, a Fundação Portuguesa do Pulmão a propor às autoridades da Saúde as seguintes medidas:

·  Que se implementem medidas que permitam melhorar a acessibilidade de todos os doentes ao SNS. Dificuldades nessa acessibilidade significam que muitos doentes vão ser diagnosticados e tratados já em fase tardia da doença, com muito pior prognóstico e maior mortalidade.

·  Que sejam incluídos nos grupos epidemiológicos com acesso gratuito à vacina antipneumocócica, todos os doentes que sofram de doenças respiratórias crónicas: insuficiência respiratória crónica, DPOC, enfisema, asma brônquica (sob corticoterapia sistémica ou inalada crónica), bronquiectasias, fibrose quística e pneumoconioses. Incluir este grupo de doentes naqueles que são abrangidos pela vacinação gratuita, diminuirá significativamente a incidência de pneumonias num grupo que é dos mais vulneráveis.